Liberdade limitada do
capital ante os trabalhadores e meio ambiente (sustentabilidade).
Diretriz 6ª: A liberdade do capital não deve ser
prejudicial aos direitos dos trabalhadores, ao meio ambiente e os seus recursos
naturais ao ponto de sacrificar a sustentabilidade futura dos meios utilizados
sejam humanos ou ambientais;
Essa diretriz tem como objetivo principal a
sustentabilidade, fator não considerado por ideologias e sistemas mais antigos.
A
sociedade necessita da produção do mercado e de vários itens para sua
sobrevivência e conforto isso é um fato indiscutível, ninguém obviamente em sã
consciência poderia pregar o homem o não uso de novas tecnologias e a não
intervenção total do homem na natureza.
A
busca e a necessidade de novas tecnologias que minimizem os impactos ao planeta
resultam do trabalho de várias ONG´s (Organizações Não Governamentais) do
terceiro setor ao redor do mundo para conscientizar a sociedade que são um
exemplo moderno de cidadania.
A
evolução de um ramo importante da ciência a astronomia contribuiu recentemente
com descobertas sobre todo o Universo e a natureza em geral que mostraram ao
mundo como nosso planeta é frágil e os recursos limitados.
Uma
dessas descobertas foi, por exemplo, o efeito estufa em outros planetas que
elevaram sem parar as temperaturas e que pode acontecer também em nosso planeta
inviabilizando a própria vida humana futura e o colapso da civilização.
O
estudo desses impactos ambientais em outros planetas levou a sociedade do
século XXI a ter mais consciência sobre a necessidade de sustentabilidade dos
recursos naturais e respeitar mais o meio ambiente.
Daí
que os sistemas antigos como o capitalismo, o socialismo e comunismo não propõe
soluções para problemas relativamente novos para a humanidade que vieram à tona
com a evolução dos produtos tecnológicos e da ciência moderna.
Mas
dentro dos movimentos ambientalistas há também os que são radicais ao ponto de
tentar barrar toda futura intervenção do homem na natureza.
O
homem e a economia em geral sem dúvida alguma devem respeitar o meio ambiente e
os recursos naturais. Mas nós precisamos desses recursos e deve também haver
equilíbrio entre as necessidades sociais e os impactos ambientais.
Devido
ao avanço da tecnologia é inevitável essa intervenção do homem na natureza.
O
que deve ser buscado em nossa opinião é o equilíbrio para que as intervenções
do homem no meio ambiente sejam as mínimas possíveis, mas não tão mínimas ao
ponto de inviabilizar a economia e o suprimento das necessidades básicas da
sociedade como um todo.
Nessa
questão de sustentabilidade dos recursos naturais deve também haver o
equilíbrio entre a não exploração ambiental e a exploração ambiental.
Não
podemos ser radicais ao ponto de defender o impacto zero do homem ao meio
ambiente e nem aceitar que o homem em nome do neoliberalismo destrua a própria
capacidade do planeta em abrigar a vida humana.
O
capitalismo trabalhista caso fosse uma ideologia que pretendesse dar equilíbrio
a essa questão, teria que adotar uma posição de centro, pois há também limites
ideológicos entre o conforto humano e a capacidade do planeta em suprir essas
necessidades.
Como
os recursos naturais serão cada vez mais escassos, mecanismos de controle na
exploração deverão ser cada vez mais rígidos e os organismos internacionais
devem ser fortalecidos para que o mundo não vire um caos dos países mais fortes
militarmente não usem da força como meio de obtenção dos recursos naturais desrespeitando
todas as regras de boa convivência pacífica e respeito ao direito internacional
sob pena de vermos o ressurgimento das disputas coloniais por recursos naturais
como de certo modo pode ser considerada a intervenção americana no Iraque em
busca de petróleo e a recente (2013) ofensiva militar da França no país
africano do Mali para proteger seus recursos naturais explorados por empresas
Francesas.
Devido
a esse fato previsível, é necessária a diretriz seguinte que prega a maior
rigidez dos organismos internacionais nos tratos dos assuntos mais importantes
do século XXI que naturalmente deve passar por essa questão da utilização dos
recursos naturais entre os países e a possibilidade de guerras para obtenção
desses recursos caso nada seja feito para evitar essas tendências no espaço
mundial segundo a linha de raciocínio da definição de SANTOS.
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