Reforço de um Estado
Mundial.
Diretriz 7ª: Os países devem abrir mão de suas liberdades de ação
internacional em nome da paz mundial e em reforço da ONU (Organização das
Nações Unidas) e um Estado Supranacional para evitar guerras e conflitos por
recursos naturais, ideologias, religiosas ou quaisquer outras formas de
desestabilização que degradam a vida humana além do reforço da igualdade de
sexos, e respeito a opção sexual, cor ou raça, pessoas com deficiência entre
outras discriminações;
Atualmente
o mundo vive sob a hegemonia de um único país os Estados Unidos da América e
sob certa forma uma política imperialista de imposição da vontade através do
poder político, militar (hardpower), científico e cultural (softpower)
conhecido que se tornou um movimento unipolar após a bipolaridade da política
mundial da guerra fria.
A
concentração de poder desse país e principalmente após a intervenção da guerra
do Iraque sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU demonstrou que a
maior potência militar, econômica, política e cultural do planeta demonstram
estar dando sinais de uma continuidade de uma política unilateral que pretende
se estender infinitamente.
Esse
poder ilimitado dos Estados Unidos da América tem ao mesmo tempo contribuído
para a estabilidade do mundo pós-moderno quanto sendo um fator de
desestabilização política mundial muito forte.
Como
observa JOSEPH S. NYE[1] em
seu livro “O FUTURO DO PODER”:
“Preponderância
não é império ou hegemonia. Os Estados Unidos podem influenciar, mas não
controlar, outras partes do mundo. O poder sempre depende do contexto, e, no
contexto das relações transnacionais (como a mudança climática, drogas ilegais,
pandemias e terrorismo), o poder é difuso e caoticamente distribuído. O poder
militar é uma pequena parte da solução na resposta a essas novas ameaças. Essas
soluções requerem cooperação entre governos e instituições internacionais. Mesmo
no tabuleiro do alto (em que a América representa quase a metade dos gastos de
defesa do mundo), suas forças armadas são supremas nos bens comuns globais do
ar, do mar e do espaço, mas muito mais limitadas em sua capacidade para
controlar populações nacionalistas em áreas ocupadas. Como observa Richard
Haass: Embora os Estados Unidos continuem sendo o país mais poderoso do mundo,
não podem manter sozinhos, que dirá expandir, a paz e a prosperidade
internacionais”. O sucesso requer parceiros, e isso significa manter antigas
alianças e também desenvolver novas redes que envolvam poderes emergentes como
a China, a Índia e o Brasil.”
Há
uma crescente demanda mundial por mais respeito a um poder político mundial
mais democrático e menos impositivo.
Portanto
um dos maiores desafios em escala mundial é trazer mais equilíbrio político e o
maior reforço de instituições como a ONU, OMC, OIT entre outras que são o atual
contraponto político para proteger os cidadãos de todo o mundo contra as
práticas nocivas da globalização.
Isso
exige aos países um maior reforço das instituições mundiais e certa concessão
de poder a estes órgãos.
Não
só os países desenvolvidos como os emergentes como o Brasil também possuem
dificuldades em aceitar essa delegação maior de poder para instituições como a
ONU.
Há
uma tendência de maior cooperação internacional em épocas de crises e momentos
pós-guerra. Em períodos de paz a tendência é de maior confrontação de
interesses e os países ficam menos receptivos a trabalharem unidos.
Mas,
seria interessante a busca de uma maior democracia internacional de países ao
invés do modelo atual de concentração ilimitada de poder que causa muita
instabilidade mundial.
O
mundo atual está com uma tendência de usar a força ao invés do diálogo não
somente na política internacional, mas também nos confrontos religiosos e
principalmente entre as religiões abraamicas: judaísmo, cristianismo e
islamismo.
Uma
ideologia moderna não poderia pregar o fim das religiões como o comunismo, mas
sim o respeito mútuo entre elas e a convivência pacífica entre elas a exemplo
do que já ocorre no Brasil (há ressalvas), mas que de certa forma nos últimos
anos vem se degradando também.
A
aceitação as diferenças é um traço marcante da política e diplomacia brasileira
que nos leva a afirmar a paz ao invés da guerra como uma melhor posição
ideológica.
O
capitalismo trabalhista como ideologia poderia pregar também além da
conciliação entre as religiões, mas também a igualdade dos sexos, entre homens
e mulheres e a igualdade em relação à opção sexual entre heterosexuais e
homossexuais e teístas e ateus.
As
gerações mais modernas são menos radicalizadas e mais globalizadas e em grande
parte não aceitam os mesmos embates antigos entre as ideologias.
Mas
o capitalismo trabalhista não seria uma ideologia anti-americana ou
pró-americana. A constatação de que os EUA constituem um poder global e com
traços imperialistas é um fato político indiscutível dos tempos atuais e muitas
vezes omitidos por alguns.
O
fato é que muitos americanos também poderiam ser capitalistas trabalhistas,
pois, também há nos EUA aqueles que são contra uma hegemonia americana sem
limites e sem respeito ao direito internacional e a comunidade internacional,
ao meio ambiente e também aqueles que gostariam de ter mais estabilidade em
seus postos de trabalho.
Embora
o trabalhismo seja uma corrente mais forte em países como o Brasil, nada impede
que outros países também façam experiências, e caso elas demonstrassem ser um
mecanismo eficiente também do ponto de vista econômico e não somente social
expandi-la para outros países se for o caso.
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