Embora sejam institutos diferentes, é
interessante tecer alguns comentários, em especial à experiência
norte-americana, muito bem demonstrada no trabalho de norte americano DAN SWINNEY do Center for Labor & Community Research que pode ser traduzido
livremente como “Centro de Trabalho e da Investigação
Comunitária” chamado: “construindo a ponte para o bom caminho”, para destacar a
diferença
entre os mesmos:
A propriedade dos
empregados foi patrocinada e elogiada pela comunidade corporativa e seus
apologistas, como o auge da cooperação administrativa dos trabalhadores, ou “capitalismo
trabalhista”.
E foi definida surpreendentemente à luz das capacidades únicas e dos interesses
dos trabalhadores. A propriedade era apresentada como algo diferente da
tradição militante do trabalhismo e não como uma extensão daquela tradição. As
primeiras posturas dos Cavaleiros do Trabalhismo, como a de William Silvis, do National Labor Union, e de outros líderes trabalhistas militantes,
apoiando a propriedade dos empregados, foram ignoradas.[1]
[...]
A questão de quem guia e dirige a produção e o controle da riqueza, bem como
sua redistribuição, é vital para esta estratégia. Deve haver uma mudança
fundamental nas relações sociais de produção e nos responsáveis pela criação e
controle da riqueza e desenvolvimento de nossa capacidade produtiva. A
estratégia exige que os movimentos dos trabalhadores e da comunidade social
transcendam as políticas de oposição e os limites de pedir somente a redistribuição da riqueza. Ao
contrário, devem assumir a responsabilidade pela criação da riqueza, pela
iniciativa de companhias e pela geração de empregos, incorporando também a
responsabilidade pela boa administração, produtividade e eficiência, bem como a
justiça. Reconhecemos os aspectos positivos do mercado e os usamos, assim como
vemos e nos opomos a seus aspectos negativos.[2]
[...] Quando
os empregados tomavam posse de uma companhia, eles não tinham habilidades para
uma eficaz administração participativa. Seu modelo era, muitas vezes, o quadro
administrativo inepto que estavam substituindo. Muitos problemas da antiga
companhia, inclusive as divisões internas na frente de trabalho, eram então
reciclados na nova firma e contribuíam para a falência das compras por parte
dos empregados. Esta foi a clara razão do colapso da Bankers Print, uma gráfica de propriedade dos empregados, em
Chicago, cuja conversão foi assistida pelo MCLR.
(Midwest Center for Labor Research – Centro
do Meio-Oeste para a Pesquisa de Trabalho).[3]
[...] O Naugatuck Valley Project (NVP), no oeste de Connecticut, membro do grupo da InterValley
Project, é, em muitos aspectos, um projeto característico do tipo de
coligação que propomos. O NVP é uma
organização regional de mais de 50 grupos religiosos, trabalhistas,
comunitários e de pequenos grupos profissionais, levados a unificar-se pela
dramática desindustrialização daquilo que era antes o centro da indústria
americana do bronze. As fábricas ali localizadas foram vendidas para
conglomerados multinacionais que, não investindo mais na região, deram pouca
importância à sobrevivência econômica do vale. As comunidades locais
sentiram-se desamparadas frente ao colapso industrial. Os organizadores do NVP, entretanto, levados por sua
experiência de organização comunitária, usaram aquelas lições para mobilizar o
recesso industrial e o crescimento do número de empregos. Trabalharam com os
sindicatos locais para captar os primeiros sinais de aviso de fechamento de
fábricas, forçaram a negociação com os empregadores da corporação, arranjaram
uma compra por parte dos empregados, com a ajuda do ICA Group, selecionaram a
legislação unanimemente adotada para permitir que o dinheiro de um fundo
estatal de crédito ficasse disponível aos empréstimos para as compras de
trabalhadores e desenvolveram um crédito para compra de um terreno para
alojamento da cooperativa. De acordo com um simpático relato, “com organizações
em seis cidades, centenas de ativos patrocinadores e encontros quase diários em
um ou outro lugar do vale, o projeto tornou-se uma força vital na vida da
região.[5]
[1] Swinney,
Dan: CONSTRUINDO A PONTE PARA O BOM
CAMINHO Expandindo a participação e a democracia na Economia para a
construção de comunidades sustentáveis Center for Labor & Community
Research, Chicago, Illinois, Estados Unidos da América. Disponível em: <http://www.clcr.org/publications/btb/BTBPortuguese.pdf>, pág 71 Acesso em
9 de set.2008 grifo nosso.
Ano II – Número 4 – Outubro de 2006. Disponível em < http://www.mackenzie.br/fileadmin/Graduacao/CCSA/nucleos/NACE/BN004.pdf> Acesso em 3 ago.
2009. Pág.76,77.
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